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Geologia em 'Os Sertões' de Euclides da Cunha: José Carlos C. Santana IntroduçãoPara o historiador José Calazans (1), o ano de 1902 foi caracterizado por uma boa safra de início de século. Afinal, neste ano, nasceram Carlos Drummond de Andrade, Pierre Verger e foram lançados os livros Canaan (de Graça Aranha) e Os sertões (de Euclides da Cunha). Quando da sua publicação, o sucesso de Os sertões foi tão avassalador que o seu autor ganhou fama de maior escritor brasileiro, e, autor e obra, passaram a ser considerados um marco na cultura brasileira em áreas diversas como Sociologia, Antropologia, Literatura, História, Jornalismo, Psicologia, Geografia etc. Noventa anos após o seu lançamento (mais de 50 edições brasileiras), traduzido para dez idiomas (em 1993, foi lançada uma nova tradução francesa e em 1994, uma nova tradução alemã), cursos, palestras, semanas comemorativas e um número superior a 10.000 trabalhos (artigos, livros, folhetos, dissertações etc.) traduzem de alguma forma a importância do livro e autor para a compreensão e o desvendamento de aspectos da realidade brasileira. Tendo como elemento norteador um acontecimento concreto do século passado, a Guerra de Canudos, no interior da Bahia, Os sertões é, acima de tudo, um livro de tese, no qual o autor promoveu um amplo debate a respeito da nacionalidade valendo-se de sua concepção sua concepção sobre como se encontram encadeados o meio físico, o homem e a cultura, resultando uma obra estruturada em dois mundos, "um foi a natureza, orgânica e inorgânica, desenvolvendo-se segundo a lei da finalidade; outro, a cultura em cuja formação trabalham a tradição histórica e a vontade individual" (2). Em Os sertões, a natureza compõe toda a primeira parte, subdividida em cinco capítulos nos quais são descritos a geologia, o relevo, o clima e a vegetação e constitui a base em que o autor se apoiou para compreender a ação do meio na formação das etnias e sua influência na gênese das personagens típicas. A geologia é descrita do geral para o particular, parte do que Euclides denomina de "planalto central" para o sertão de Canudos, apresentando ainda, em mapa, um "esboço geológico para o estado da Bahia", e com o subtítulo de Um sonho de geólogo, propõe uma gênese para o continente americano. Como a existência em Os sertões de uma abordagem geológica, construída entre o final do século XIX e o limiar do século XX, reflete o momento histórico pelo qual passava o conhecimento geológico de então, será discutido ao longo deste trabalho. Para viabilizar o nosso intento, tomaremos por base a trajetória de Euclides da Cunha a partir da sua formação profissional até a publicação do seu grande livro, ressaltando os aspectos que evidenciem o envolvimento do escritor com temas, obras ou autores ligados ao conhecimento geológico. Euclides e a geologia antes de Os sertões Engenheiro, formado em 1891 pela Escola Militar da Praia Vermelha, Euclides da Cunha cursou a disciplina Mineralogia e Geologia, 2ª cadeira do 2º ano do curso de Engenharia daquela escola.(3) Andrade (4) não considerou esta fase de formação profissional a mais importante para o interesse do escritor pelas questões relacionadas à natureza. As raízes de tais interesses estariam no período de exílio disfarçado a que foi submetido o escritor em conseqüência de desentendimentos públicos com um senador que, pensando defender dos movimentos revoltosos a recém implantada República, pretendia a "repressão sumária aos autores de crimes políticos", a quem Euclides acusou de almejar "o morticínio sem os perigos do combate". Por determinação do Presidente Floriano Peixoto, o autor de Os sertões, funcionário público Engenheiro da Diretoria de Obras Militares , foi transferido, em 28 de março de 1894, da Capital do país para a cidade de Campanha, Minas Gerais, onde lhe sobraria tempo para os estudos e onde tomaria contato com variada bibliografia, inclusive a Géologie, Flore, Faune et Climats du Brésil de E. Lias, que está citada pelo menos três vezes em Os sertões. Os estudos iniciados naquela cidade prosseguiriam em São Paulo, onde, em meados de 1894, Euclides foi trabalhar como Engenheiro Civil e estreitou amizade com Teodoro Sampaio, cuja influência nas leituras científicas daquele é registrada por autores como Sodré (5) e Andrade (6). Entre os autores que passaram a preponderar nas suas alusões e referências se encontram "os antigos cronistas, os viajantes estrangeiros, os autores de monografias sobre a terra e a gente do Brasil, as obras de Vernhagen, Morize, Caminhoá, Sílvio Romero, Capistrano de Abreu, Teodoro Sampaio, Orville Derby, Saint-Hilaire, Liais..." (7). Em São Paulo, uma pouco estudada pretensão do futuro autor de Os sertões mostra-o envolvido em estudos específicos de Geologia. Trata-se da realização do seu "grande sonho, a única aspiração que de há muito tenho: tirar por concurso uma cadeira na Escola de Engenharia daqui", conforme expressa em carta ao amigo dos tempos de Campanha (Minas Gerais), João Luís (8). A cadeira pretendida era a de Mineralogia e Geologia do Curso de Engenharia Agrícola (9) e para alcançar seu objetivo o escritor se achava "absorvido pelo estudo de mineralogia", conforme relatou em carta dirigida ao mesmo João (10). Esta correspondência revela um Euclides torturado com as "notícias dos bastidores" do concurso, informando ao amigo que:
Euclides da Cunha não se inscreveu para o concurso (11), mas o ano de 1896 viu explodir a Guerra de Canudos, nos sertões da Bahia, e isto iria modificar a vida do engenheiro. Este episódio brutal, acontecido nos primórdios da República Brasileira, foi registrado por Euclides em artigos, reportagens, ilustrações e anotações, compondo, junto com o livro em si, o que se chama O Ciclo d`Os sertões. A Geologia no "Ciclo d`Os sertões" Quando os acontecimentos em Canudos foram pela primeira vez tratados por Euclides, o resultado foi o artigo A nossa Vendéia, em 1897 (12), no qual são largas as citações de Martius, Saint-Hilaire, Humboldt, Caminhoá e Livingstone e a descrição do meio físico se faz significativa para entender o revés sofrido pela expedição do Exército, comandada pelo coronel Moreira no enfrentamento com os seguidores de Antônio Conselheiro, tendo em vista que,
Essa relação homem X natureza será desenvolvida, ampliada e marcante em Os sertões. Escolhido pelo jornal O Estado de São Paulo para fazer a cobertura da Guerra, Euclides da Cunha chegou à Bahia em 7 de agosto de 1897 e, durante a sua permanência na capital do Estado, manteve freqüentes contatos com os órgãos da imprensa local, que o receberam com destaque. O jornal Diário da Bahia, informa que
Já o jornal A Bahia, registrou a pretensão do correspondente de O Estado "de estudar a região de Canudos sob o ponto de vista militar e científico." (14) Partiu Euclides de Salvador com destino a Canudos em fins de agosto, descrevendo, no seu Diário de uma expedição, a Geologia da região por onde passa a estrada de ferro que liga Salvador a Queimadas, notadamente no trecho até a cidade de Alagoinhas, e parecendo distinguir a transição entre "grandes camadas terciárias de grés [arenito] um solo clássico de deserto em que tabuleiros amplos se desdobram a perder de vista, mal revestidos, às vezes, de uma vegetação torturada" e rochas "cretáceas subjacentes cuja decomposição determina a formação de um solo mais fértil", o escritor ressaltou que a sua observação "já de si mesma resumida aos breves horizontes de imperfeitíssimos conhecimentos geológicos, fez-se em condições anormais na passagem rápida de um trem." Esta evidente preocupação com as características do seu conhecimento geológico pode ser encontrada também em outros trechos do seu Diário, a exemplo de visita feita ao rio Itapicuru "de margens ridentes e pitorescas em cujo seio afloram ilhas de belíssimos gneisses (...) recolhi um pouco de areia claríssima, destinada ao exame futuro de pessoa mais competente". As anotações sobre a geologia da região prosseguem no Diário e são encontradas também na sua Caderneta de campo (15) na qual meticulosos croquis ilustram as suas observações sobre o relevo e, pela primeira vez, aparece o roteiro de um estudo a ser realizado e que resultaria em Os sertões. Ao retornar de Canudos para Salvador, novamente os jornais da Bahia fizeram referências aos seus estudos das condições geológicas e das etnias que serviriam de base para um livro a ser escrito por solicitação do jornal paulista. Após o fatídico 5 de outubro de 1897 que mais tarde imortalizaria ao relatar "quando caíram os seus últimos defensores [de Canudos], que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados" (16) , Euclides regressa para São Paulo e "traz um rascunho de um livro, um depoimento áspero, um libelo arrasador. Há de escrever algum dia, quando tiver uma pausa" (17). Euclides retomou, em 1898, as suas atividades de funcionário da Superintendência de Obras Públicas do Estado de São Paulo. No ano seguinte, foi designado para a reconstrução de uma ponte que desabara na cidade de São José do Rio Pardo, onde "passará três anos num lugar, e isso constitui, em sua vida nômade, a pausa de que necessita (...) ali encontra um ambiente amigo, gente que participa do seu problema", conforme entende Nelson Werneck Sodré. Ainda segundo Nelson Werneck, quanto às suas anotadas "deficiências em Geologia, em Botânica e em outros campos", ele "tentou supera-las todas, antes de lançar-se ao trabalho final (...) operou uma completa revisão de seus conhecimentos ..." (18). Em 1902, o livro foi lançado ao público com retumbante sucesso. A crítica o acolheu em termos elogiosos, chamando a atenção para o seu conteúdo científico (19). Os poucos reparos existentes no tocante ao conteúdo científico foram objeto de resposta de Euclides da Cunha, nas suas Notas à 2ª edição, nas quais o autor cita geólogos e livros de geologia em sua defesa, sendo bastante evidente a sua insatisfação quanto a um certo "nefelibatismo científico" que lhe fora atribuído por José de Campos Novaes (20), em artigo publicado na revista do Centro de Ciências, Letras e Artes de Campinas. Interessante também é o registro, contido em carta ao crítico José Veríssimo, de como Euclides considerava importante o emprego de termos técnicos/científicos na literatura, sendo estes, no seu entendimento, "os aristocratas da linguagem, nada justifica o sistemático desprezo que lhes votam os homens de letras sobretudo se consideramos que o consórcio da ciência e da arte, sob qualquer de seus aspectos, é hoje a tendência mais elevada do pensamento humano." (21) Euclides e a comunidade geológica Para entendermos como o autor de Os sertões viabilizava o "consórcio da ciência e da arte", apresentaremos alguns elementos sobre o trânsito de Euclides da Cunha em instituições que, dentre os seus objetivos, tinham espaço para as ciências naturais e, mais especificamente, das suas relações com elementos da comunidade geológica da época. O Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo foi a primeira instituição, com o caráter descrito acima, da qual fez parte o escritor Euclides da Cunha. A sua indicação para o quadro de sócios foi assinada pelo geólogo Orville Derby, o botânico Alberto Lofgren e o engenheiro Teodoro Sampaio, fundadores do Instituto e integrantes da comunidade científica. A sua admissão se deu em abril de 1897, antes, portanto, do escritor empreender a viagem à Bahia. No entanto, só após a cobertura da Guerra de Canudos, foi efetivada a posse (fev. 1897), "perante um auditório constituído de personalidades da mais alta expressão intelectual (...) lia Euclides da Cunha um trabalho intitulado 'Climatologia dOs sertões da Bahia" (22), trabalho este que integraria posteriormente o livro Os sertões. A leitura da parte final do artigo de Novaes (23) permite o conhecimento de que Euclides da Cunha tornou-se sócio correspondente do Centro de Ciências, Letras e Artes de Campinas antes da publicação do seu livro, que, parcialmente impresso, foi lido nesta cidade para uma platéia composta por José de Campos Novaes, Cesar Bierrenbach e Coelho Neto (intelectuais que fundaram o Centro). As revistas do Centro não foram veículo de trabalhos de Euclides, mas constituíam-se em espaço para divulgação de trabalhos científicos que, nos seus primeiros números, predominavam quantitativamente sobre os trabalhos de Letras e Artes (24). Já consagrado como escritor, Euclides da Cunha faria parte do quadro de sócios do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (25), cuja importância para as Ciências Naturais durante o século XIX e início do século XX é ressaltado por Figueirôa (26). Em todas as instituições citadas, Euclides da Cunha teve a companhia de Orville Derby e Teodoro Sampaio, que foram importantes elementos de ligação do escritor com a comunidade científica, e personagens fundamentais para se entender a construção do conteúdo geológico em Os sertões. Orville Derby e Teodoro Sampaio compõem uma ampla galeria de naturalista e geólogos citados em Os sertões, cujos nomes podem ser encontrados na "escassa bibliografia disponível sobre a história geral das ciências geológicas no Brasil" (27). Utilizando-se da periodização proposta por Dantes (28) para a história das ciências naturais no Brasil, constatamos que alguns dos nomes citados por Euclides são relacionados à fase identificada como "o iluminismo e a tradição naturalista (c. 1770 - 1850)", dentre eles encontram-se: Charles Darwin, Alexandre Humboldt, George Gardner, John B. von Spix, Carl F. P. von Martius e Jean Agassiz. Outros nomes estão relacionados à fase da "introdução da ciência experimental (1850 - 1920)", notadamente, Charles Frederick Hartt e Orville Derby. Dos autores citados por Euclides da Cunha escolhemos três para exemplificar a influência que possam ter exercido na elaboração de Os sertões. Charles Frederick Hartt (1840 - 1878), geólogo canadense naturalizado americano, cuja importância para o conhecimento geológico brasileiro é ressaltado por vários estudiosos, responsável pela implantação da Comissão Geológica do Império, publicou em 1870 Geologia e Geografia Física do Brasil e mais outros cinqüenta trabalhos sobre o Brasil, dentre os quais figuram a Teoria da origem glacial da Bacia Amazônica, Recentes explorações da porção oriental da Bacia do Amazonas, Origem da Bacia do Amazonas (todos datados de 1872) e Contribuição à geologia e à geografia física do Baixo-Amazonas (1874). É de Hartt o seguinte trecho sobre a gênese do Continente Americano:
Este trecho aparece em Os sertões com a seguinte redação:
Orville Adelbert Derby (1851-1915), um dos mais importantes nomes das ciências geológicas brasileira, fez parte da equipe de geólogos da Comissão Geológica do Império, montada por Hartt, dirigiu a Comissão Geográfica e Geológica da Província de São Paulo, a quem Euclides se refere como "o meu grande amigo Dr. Derby" (31) e de quem Gilberto informa "ter o autor d'Os sertões recebido forte auxílio técnico" em questões relacionadas à Geologia. Derby partilhava com Gorceix (francês que criou e dirigiu a Escola de Minas de Ouro Preto até 1891) a convicção de que as regiões diamantíferas de Minas Gerias e da Bahia possuíam a mesma gênese (32). Sobre estas regiões, escreveu Euclides:
Teodoro Fernandes Sampaio, Engenheiro, organizou a Escola Politécnica de São Paulo. A quem Gilberto Freyre (34) atribui ter prestado colaboração a Euclides da Cunha e possuir características de "paciente pesquisador de Geografia Física e de História Colonial do Brasil". Teodoro Sampaio percorrera Os sertões da Bahia desde o ano de 1878, como integrante da Comissão Milnors Roberts, da qual também fez parte o geólogo Orville Derby. Autor de trabalhos que variavam desde temas relacionados à língua Tupi até assuntos geológicos, gozava de respeito e livre transito junto a geólogos como Derby e John C. Branner para quem redigiu algumas notas sobre as rochas arqueanas na Bahia. Em Os sertões, o nome de Teodoro Sampaio é mencionado três vezes, numa delas como um dos autores do "esboço geológico para o estado da Bahia", o que parece muito pouco para alguém a quem diferentes autores (35) atribuem uma influência acentuada sobre Euclides da Cunha. A influência de Teodoro Sampaio sobre o autor de Os sertões pode ser tomando-se por base o relato do próprio Teodoro ao se referir às relações dos dois:
Desta visita, Euclides levou do amigo
Vejamos alguns dos trabalhos de Teodoro que devem ter sido oferecidos a Euclides: A respeito dos caracteres geológicos do território compreendido entre as cidades de Alagoinhas e a de Juazeiro pelo trajeto da linha férrea em construção, publicado na Revista de Engenharia, em 1884, com comentários de Orville Derby (parte do trecho apresentado nesta comunicação foi percorrido pelo autor de Os sertões, que no seu Diário de uma Expedição descreve a geologia entre Salvador e Alagoinhas, como a complementar as do amigo); Mapa até então inédito, na parte referente a Canudos e vale superior do Vasa Barris; notas sobre a geologia da região compreendida entre o rio S. Francisco e a Serra Geral (do Espinhaço) nas imediações da cidade do Juazeiro; As rochas arqueanas na Bahia. Deixemos, mais uma vez, que o próprio personagem conte a história de como se deu o início do famoso livro. Nos diz Teodoro (1919) sobre este momento:
Conclusão Do até aqui apresentado, percebe-se um Euclides da Cunha continuamente envolvido com temas relacionados às ciências naturais, e, mais que isto, decidido e empenhado em atualizar-se e aprofundar-se no conhecimento científico de sua época, considerado por ele a pedra angular para o entendimento da sua tese sobre a nacionalidade brasileira. Ao contextualizar o autor e sua obra no ambiente dominado pelo cientificismo, é possível entender que, na época tratada, as barreiras entre as especialidades científicas não eram tão distintas quanto hoje. Dessa forma, a compreensão de que o conteúdo cientifico e, mais especificamente, geológico, de Os sertões é fruto de um árduo processo de construção, e o seu estudo, feito tomando-se por base uma perspectiva histórica, contextualizada no tempo e espaço, podem ajudar no entendimento de como o conhecimento geológico produzido no final do século XIX se tornava acessível a setores que não os membros da própria comunidade geológica de então.
NOTAS 1. Calazans,J. A edição do livro vingador. A Tarde, Salvador, 28/11/92. A Tarde Cultural, p. 2. 2. Pereira,J.V. da C. O espírito geográfico na obra de Euclides da Cunha. In: Coutinho,A. Euclides da Cunha: obra completa. Rio de Janeiro. José Aguilar, 1996, v.2, p. 63. 3. Motta. Formação do oficial do Exército (currículos e regimes na Academia Militar 1810-1944). S.1: Companhia Brasileira de Artes Gráficas, 1976, p. 216. 4. Andrade,O. História e interpretação de Os Sertões. São Paulo: EDART, 1960. 5. Sodré,N.W. Revisão de Euclides da Cunha. In: Coutinho,A. op. cit. , p. 11-55. 6. Andrade, op. cit. 7. Idem, p. 80 8. Cunha,E. Epistolário. In: Coutinho, A., op. cit., p. 604. 9. Escola Politécnica de São Paulo. Anuário da Escola Politécnica de São Paulo. V.1, p. 88-96, 1900. 10. Carta datada de 23 de abril de 1896 (Arquivo do Museu Nacional) 11. Sobre as relações de Euclides da Cunha com a Escola Politécnica de São Paulo, ver Santana,J.C.B. Euclides da Cunha e a Escola Politécnica de São Paulo: a história de um desencontro ou um desencontro que não entrou na história. Revista do Instituto de Estudos Avançados. 1996. 12. Cunha. A nossa Vendéia. In: Coutinho, op. cit., p. 575-8. 13. Calazans,J. Euclides da Cunha nos jornais da Bahia. Revista de Cultura da Bahia. N. 4, p. 48, 1969. 14. Idem, ibid. 15. Cunha, E. Caderneta de Campo, São Paulo, Cultrix, 1975 16. Cunha, E. Os Sertões, São Paulo, Brasiliense, 1985. 17. Sodré, op. cit.:30. 18. Sodré, op. cit.:31. 19. Sobre o teor da crítica imediata ao lançamento do livro, ver Juízos (sobre) Os Sertões (campanhade Canudos por Euclides da Cunha). Rio de Janeiro, Laemmert, 1904. 20. Novaes, J.C. Os Sertões: camapanha de Canudos por Euclides da Cunha, Revista do centro de ciências, letras e artes. No. 2, v. 1, p. 45-55, 1903. 21. Cunha, E. Epistolário. In: Coutinho,A. op. cit. 22. Instituto Geográfico e Histórico de São Paulo: jubileu social (1894-1944). Revista do IHG-SP, p. 39, 1944. 23. Novaes, op. cit., p. 55. 24. Revistas do Centro de Ciencias, Letras e Artes de Campinas, 1903-1908 25. Revista do Instituto Geografico e Histórico Brasileiro, 1903. 26. Figueroa,S.F.M. Associativismo cientifico no Brasil: o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro como espaço insitucional para as ciências naturais durante o século XIX. Insterciência. No. 13, v. 17, p. 141-6, 1992. 27. Figueirôa, Ciências geológicas no Brasil no século XIX, cuadernos americanos. 1992. 28. Dantes,M.A. Fases da imlantação da ciência no Brasil. Quipu: revista latinoamericana de história de las ciências y la tecnologia. No. 2, v. 5, p. 265-75, 1988. 29. Hartt apud Derby, O. A. Contribuições para a geologia da região do baixo Amazonas. Arquivos do Museu Nacional, p. 77-104, 1877-8. 30. Cunha, E. Os Sertões, op. cit., p. 104. 31. Em carta ao Dr. Pedro Aquino apud Andrade, op. cit. 32. Praguer, H. Riqueza mineral do estado da Bahia. O diamante. Revista do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia, no. 19, 1899. 33. Cunha,E. Os Sertões, op. cit., p. 95 34. ver Gilberto Freyre, Perfil de Euclides e outros perfis. Rio de Janeiro, José Olympio, 1944. Também G. Freyre: Euclides da Cunha: revelador da realidade brasileira. In: Coutinho, op. cit. 35. Ver G.Freyre, perfil de Euclides e outros perfis, op.cit.; Abreu, J.C. Correspondências. In: ____ Obras completas. Rio de Janeiro, Civ. Brasileira, 1977, v. 3; Azevedo, A. Os Sertões e a geografia. Boletim paulista de geografia, no. 5, 1950; Freire,G. op.cit. 36. Sampaio, T.A. Memória de Euclides da Cunha no décimo aniversário de sua morte (discurso). Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, p. 247-55, 1919.
BIBLIOGRAFIA CITADA
José Carlos Santana é geólogo e professor da Universidade Estadual de Feira de Santana |
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