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O ir e vir: as relações fronteiriças (México e EUA) Olivia Ruiz Na linguagem comum sobre a fronteira México-Estados Unidos, fala-se do transfonteiriço como algo que distingue esta região do resto do país e que potencialmente unifica os residentes das comunidades que se estendem de Tijuana a Matamoros. Neste ensaio, explora-se o conceito de transfronteiriço como símbolo de identidade, com o fim de precisar sua definição e de elucidar a realidade à qual se refere e que, supostamente, se faz mais compreensível. O transfonteiriço, por conseguinte, alude a processos que ultrapassam os limites do território nacional; ele refere-se a indivíduos e ações que são extranacionais. Assim, engloba, por exemplo, os commuters (1), aquelas pessoas que vivem em um lado da linha nacional e trabalham no outro. O transfonteiriço, portanto, diferencia-se do nacional, que se restringe ao território de um país e abarca tudo o que pode ocorrer em qualquer localidade de uma república, como são as atividades do governo local, por exemplo. Nem tudo o que é extranacional é transfronteiriço. É importante distinguir o significado de transfronteiriço do transnacional. Este engloba, por exemplo, o México e os Estados Unidos em toda sua extensão. Um exemplo do que diz respeito ao transnacional é a migração. Em contraste com o fenômeno dos commuters, a migração estendem sua área de influência a mais de uma região. Os migrantes provêm de todos os pontos da República mexicana assim como se dirigem a todas as regiões dos Estados Unidos. O fenômeno transfronteiriço ocorre em uma área geograficamente restrita e se refere a atividades levadas a cabo por pessoas, comunidades e instituições que têm origem e destino local. Assim, por exemplo, diz respeito a crianças em idade escolar que vivem de um lado da fronteira, seja México ou Estados Unidos, e estudam em outro. Também alude a visitas de curta duração entre famílias que vivem em ambos os lados da linha internacional. O transfronteiriço se erige sobre bases tanto materiais como culturais. Materialmente constrói-se sobre a vizinhança de economias estruturalmente diferentes: o capitalismo desenvolvido e o subdesenvolvido. Estas desigualdades econômicas se traduzem concretamente em diferenças de salário, de preços, de mercadorias e serviços, e na quantidade e diversidade de bens em ambos os lados da fronteira. Por exemplo, os remédios custam menos no lado mexicano, o que leva os residentes das localidades estadunidenses a cruzar a linha para comprá-los no lado mexicano. O serviço médico oferece um quadro similar. Por outro lado, os salários são mais altos, em geral, no lado norte-americano, o que faz com que muitos mexicanos busquem trabalho nos Estados Unidos. Por sua vez, a interação transfronteiriça se constrói também sobre o cultural, mais especificamente sobre as semelhanças entre padrões de conduta, valores, idiomas, enfim, no entorno simbólico, entre os dois lados da fronteira. Estas semelhanças se devem, de uma parte, à existência, há um século e meio, de uma população de ascendência mexicana que vive no lado norte-americano da linha internacional. Este é o caso, por exemplo, dos moradores de El Paso, Texas. Por outro lado, as migrações do sul para o norte do México têm-se renovado e feito perdurar a cultura mexicana no lado norte-americano. Em si, por seu perfil mexicano, as comunidades norte-americanas adjacentes à linha limítrofe contrastam com o resto dos Estados Unidos. Com exceção do condado de San Diego (mas não da comunidade imediatamente adjacente à linha internacional, San Ysidro), a grande maioria da população fronteiriça é de ascendência mexicana, sendo que, em alguns condados do Texas, esta constitui mais de 95% do total. Em termos de cultura cotidiana, esta afluência de mexicanos no sul dos EUA se traduz não somente na reprodução de atitudes e comportamentos mexicanos, mas ainda na criação de extensas e profundas redes de comunicação que funcionam através da linha internacional, o que leva à manutenção de muitos elementos da identidade mexicana ao longo da fronteira. O transfronteiriço está diretamente ligado ao processo de sobrevivência da região, o que se entende por reprodução social. Ele liga-se a todos os âmbitos da vida cultural das comunidades sua manutenção, o tempo livre de seus habitantes, as decisões em torno da educação, o trabalho e o casamento. Nessas atividades de reprodução social, tanto de curto como de longo prazo, a fronteira constitui um recurso material (por exemplo, comida, trabalho, habitação) e simbólico (por exemplo, idiomas, valores, gostos), mas também afetivo e emocional. Ela engloba as fontes de sentimento e as relações humanas que situam, centram e ancoram as pessoas em suas vidas diárias, compondo aquilo que faz com que cada um se sinta mais ou menos à vontade em um lugar. Isso diz respeito ao que tantos commuters mexicanos se referem ao descrever o regresso à casa como uma sensação na qual as defesas caem e o corpo se solta e se libera. Dessa forma, esses habitantes da fronteira desenvolvem laços com o outro lado(2), a depender de suas necessidades, gostos, valores e possibilidades. Estes, por sua vez, variam segundo as etapas do ciclo de vida dos indivíduos e dos grupos sociais primários (famílias e comunidades), a conjuntura específica em que se encontram, o contexto histórico-social e a localidade. O ciclo de vida influi nesse processo de diversas maneiras. São distintas, por exemplo, as relações com o outro lado que desenvolve um estudante universitário e um commuter, ainda que ambos sejam de Tijuana. Cada pessoa responde de maneira individual às circunstâncias. Às vezes, essas relações modificam-se; o estudante universitário tijuanense terá relações distintas com San Diego ao deixar a escola, conseguir um emprego e transformar-se em pai de família. É semelhante a situação das famílias. Cada etapa do ciclo de vida familiar (de formação, expansão e contração) contém distintas necessidades. Uma família tijuanense na etapa de expansão, isto é, quando estão nascendo os filhos, necessita de uma maior renda, o que pode levar o chefe de família a buscar emprego no lado norte-americano, sendo que é provável que lá consiga um salário maior. A situação é outra para uma mulher que vive no lado norte-americano e que é chefe de família, como demonstra o caso concreto de uma mãe solteira que, vivendo e trabalhando no lado norte-americano, cruza a linha todos os dias com seu filho para que sua mãe cuide dele. Finalmente, observa-se que as pessoas de maior idade e sem filhos em casa tendem a cruzar a linha apenas ocasionalmente. Dessa forma, o uso da fronteira depende de conjunturas que experimentam tanto os indivíduos como seus grupos sociais primários. A doença ou morte de um membro especialmente o chefe de família , o divórcio ou alguma crise maior, podem alterar a tal ponto o cotidiano de uma família que esta pode ser levada a buscar e utilizar, para sobreviver, os diversos recursos da região. Para muitas famílias mexicanas, a emigração para os Estados Unidos, ou simplesmente a busca de trabalho no outro lado por parte de um de seus membros, é conseqüência da morte ou doença do chefe da casa ou da pessoa que possui a maior renda da família. Todas estas transformações podem trazer resultados culturais marcantes. Para se avaliar o fenômeno transfronteiriço é necessário ainda levar em consideração o contexto histórico dos indivíduos que a ele se integram. É preciso situar sua vida cultural, social, econômica e política; o uso do outro lado e a freqüência dos cruzamentos variam segundo o momento (inflação, aumento do racismo, desvalorização da moeda, transições políticas etc). A história recente documenta, por exemplo, uma vertiginosa baixa nos cruzamentos mexicanos em direção aos EUA e, conseqüentemente, nas compras, logo após a desvalorização da moeda mexicana, em 1982. Por sua vez, a intensificação do racismo e sua consagração através das leis e dos discursos políticos em estados como a Califórnia, têm diminuído os cruzamentos, hoje em dia. Do ponto de vista norte-americano, quanto maior seja a diferença salarial entre o trabalhador norte-americano e o mexicano, mais conveniente torna-se cruzar a fronteira para utilizar serviços no México, desde o automotriz até o médico. Tanto os indivíduos e grupos sociais quanto a história refletem o lugar em que se desenvolvem. Ainda que Tijuana e Matamoros se situem na mesma linha internacional, elas têm histórias singulares, perfis sócio-econômicos diferentes; por sua vez, suas populações respondem distintamente aos acontecimentos e processos históricos nacionais e internacionais Por conseqüência, as vidas quotidianas nesses lugares são também diferentes. Os mercados de trabalho de San Diego e Brownsville (3), por exemplo, motivam, de formas diferenciadas, a busca de emprego no outro lado por parte dos residentes de Tijuana e Matamoros (4). Ao englobar o fenômeno transfronteiriço como parte das estratégias de reprodução social de uma sociedade, é necessário cautela para não cair em um racionalismo rígido, especialmente de caráter econômico. O uso da terminologia estratégia, per si, já coloca ênfase em aspectos voluntaristas. Ao analisar o transfronteiriço, deve-se ter em conta que, embora ele responda em grande medida a lucubrações conscientes, também engloba aspectos subconscientes que se situam além do controle voluntário. Como já se esboçou, o transfronteiriço também pode sustentar-se na moral e no gosto. É comum escutar entre os mexicanos que residem nos Estados Unidos que eles preferem mandar seus filhos, e especialmente, suas filhas, estudar no México com o objetivo de salvaguardar sua moral, seguindo os cânones comportamentais femininos mexicanos. Segundo esta visão, a escola norte-americana configura-se como uma ameaça ao crescimento e desenvolvimento dos jovens. Um comentário comum de um mexicano que reside no lado norte-americano, por exemplo, é que ele não mandaria seus filhos estudarem nos Estados Unidos até que estivessem na idade do curso colegial, devido aos problemas de drogas e de gangues das escolas norte-americanas. Sem dúvida, é necessário se perguntar sobre o grau de controle que as pessoas têm sobre suas decisões ao desenvolver relações, sejam econômicas ou sociais, com o outro lado. Em contraste com a pessoa que cruza a fronteira com o propósito de utilizar os serviços e o comércio norte-americanos, alguém nascido em Tijuana mas criado em San Diego desenvolve e mantém laços com o estadunidense que nem sempre obedecem a uma racionalidade econômica. O outro lado, nesse caso, passa a fazer parte de seus hábitos, de sua constituição psíquica e emocional, isto é, de sua estrutura de sentimentos. Seu desejo, seu impulso, sua necessidade de cruzar a linha são distintos, sendo que o hábito do uso está enraizado no mais profundo de seu subconsciente, onde se assenta seu sentido de segurança e prazer. A mulher que vive em Tijuana mas que passou parte de sua infância em San Diego cruza a fronteira com gostos e interesses distintos dos que motivam as visitas de mexicanos recém-chegados à região, provenientes do sul do México; ademais, provavelmente, ela visita lugares freqüentados por moradores locais de San Diego. Quem são essas pessoas que desenvolvem e mantêm laços com o outro lado seja este o México ou os Estados Unidos? No perfil dos transfronteiriços ressaltam o lugar de origem, a etnicidade (no contexto estadunidense), a classe social e o gênero. No que segue, discute-se a presença destas características. Em um primeiro momento, a utilização do lado mexicano ou norte-americano varia segundo a localidade na qual a pessoa já viveu. Dessa forma, a visão do México ou dos Estados Unidos, como lugares cheios ou vazios de oportunidades, é diferente de acordo com o local em que cada pessoa viveu. Geralmente, aqueles que residem durante muito tempo em ambos os lados da linha internacional são os mais propensos a desenvolver os laços transfronteiriços. Isto ocorre devido ao conhecimento que se adquire com a experiência interurbana, um conhecimento que leva à criação e à manutenção dos laços através da linha. Outros fatores que estimulam a criação de laços transfronteiriços são a etnicidade e a classe social, ainda que, em contraste com a experiência interurbana, obedeçam a lógicas distintas no lado norte-americano e mexicano. Ao comparar a freqüência dos cruzamentos transfronteiriços de todos os grupos étnicos no lado norte-americano, é evidente que aqueles que mais cruzam a fronteira são os de origem mexicana. Isto se deve a várias razões: primeiro, ao fato de que, entre os mexicanos, diferentemente de outros grupos étnicos, há uma maior incidência de pessoas com experiência interurbana, o que propicia as relações transfronteiriças; segundo, ao fato de que a região fronteiriça está povoada majoritariamente por indivíduos de ascendência mexicana, devido à imigração para os Estados Unidos. De fato, muitos dos que vivem no lado americano da fronteira residiam anteriormente no México. A etnicidade desempenha um papel diferente no lado mexicano, onde, com exceção dos grupos indígenas, locais e provenientes do sul do país, reconhece-se menos diversidade. Sem dúvida, recentemente, a etnicidade começou a surgir como aglutinador através da fronteira nas organizações binacionais de populações indígenas da região, como é o caso de alguns grupos de Mixtecos e Zapotecos, por exemplo. Junto com a experiência interurbana e a etnicidade, a classe social também desempenha um papel chave nesse processo. Sem dúvida, seu caráter e efeito são distintos no lado norte-americano e no mexicano. Do lado norte-americano, a maioria dos que cruzam a linha são indivíduos de classe baixa, algo que não surpreende levando-se em consideração a composição étnica da região. A fronteira dos Estados Unidos, com sua elevada porcentagem de mexicanos parte significativa desses imigrantes é composta majoritariamente por uma população de escassos recursos materiais. Em outras palavras, os transfronteiriços tendem a ser indivíduos de classe baixa porque provavelmente são emigrantes recentes. Ao contrário, no lado mexicano, aqueles que desenvolvem e mantêm laços com os Estados Unidos tendem a ser de classe média ou alta. Isto se deve à dificuldade de conseguir os vistos necessários para o cruzamento da fronteira. É difícil, se não impossível, a um mexicano conseguir um visto dos Estados Unidos se não puder comprovar que tem um emprego estável, ganha um salário médio e reside na mesma localidade há um longo tempo. Caso contrário, quase sempre o visto lhe é recusado e sem ele os cruzamentos tornam-se extremamente difíceis em função dos riscos e custos, visto que a única forma de realizar o cruzamento é através da contratação de um pollero.(5) O sexo (gênero) também influi no desenvolvimento das relações transfronteiriças, ainda que seja um dos aspectos que, entretanto, ficam por estudar. As mulheres, no lado norte-americano, encontram-se entre as pessoas que mais estabelecem relações transfronteiriças. Para entender esse fato é preciso enquadrá-lo nas estratégias de reprodução social, nas quais a fronteira se encontra como uma fonte de recursos materiais e simbólicos. Como foi explicado anteriormente, os recursos são diversos, incluindo desde o comércio e o serviço até o idioma, as normas sociais, os valores e os gostos. Isto se incorpora às estratégias que desenvolvem as pessoas, individualmente ou em grupos sociais. Nestas estratégias de reprodução social, as mulheres desempenham um papel central, ditando condutas e assegurando que elas sejam levadas a cabo. São elas que buscam que o salário familiar renda mais. Sob esta lógica, os bens e serviços do lado mexicano são uma oportunidade a mais para aproveitar sua renda ao máximo. São elas, também, que estão encarregadas de cuidar da rede familiar, mantendo relações com os familiares que moram em ambos os lados da linha. As relações transfronteiriças, em outras palavras, convertem-se em recursos de reprodução pessoal e familiar em grande parte manejados por mulheres. Por sua vez, as mulheres que vivem do lado norte-americano têm outras motivações para desenvolver relações transfronteiriças. Estas podem estar relacionadas com a situação de ser mulher mexicana de baixa renda nos Estados Unidos, característica que cria uma relação de subordinação para com os americanos. A relação com o México torna-se um colchão que amortece a discriminação, a marginalização, o choque cultural e a desorientação psicológica que sacodem sua identidade pessoal. A condição de subordinação a que são submetidas muitas mulheres de origem mexicana nos Estados Unidos explica, em grande parte, os grandes esforços que elas fazem para cruzar a fronteira. Há até algumas que a atravessam diariamente, com grande custo de tempo, energia e dinheiro, porque desejam e necessitam estar em um lugar onde se sintam seguras quanto ao seu idioma e seus costumes, onde podem, simplesmente, entender as pessoas com as quais convivem e ,por elas, fazer-se entender. O transfronteiriço tem sido um conceito aglutinador para ajudar a esclarecer a singularidade e a diversidade da fronteira México-Estados Unidos. Tem sido utilizado para definir, senão medir, um comportamento singular, e talvez uma identidade, numa região específica. Com o conceito de transfronteiriço chegamos a identificar comportamentos e motivações que distinguem as culturas fronteiriças, tanto a norte-americana como a mexicana, das outras culturas do interior de ambos os países. Em última instância, o que se busca é a possibilidade de enxergar de que maneira este comportamento cria um sentido comum do lugar, onde os que o compartilham reconhecem-se uns aos outros. Dessa forma, para entender o desenvolvimento das relações transfronteiriças é necessário levar em consideração o contexto estrutural e o perfil das pessoas e dos grupos sociais. Estruturalmente, é preciso situar as relações no marco das diferenças econômicas e das semelhanças culturais. As diferenças econômicas entre México e Estados Unidos geram o movimento de pessoas nesse sentido. Por sua vez, as semelhanças culturais mobilizam o transpasso de indivíduos; ao poder falar espanhol no lado norte-americano da fronteira, os mexicanos sentem o outro lado mais acessível. O econômico e o cultural, por sua vez, precisam ser situados dentro do marco histórico e espacial. De fato, o grau de diferença se modifica a depender da conjuntura (se é uma época de inflação ou não, por exemplo) e do lugar (Tijuana, El Paso e Matamoros se distinguem na maneira segundo a qual as diferenças econômicas e as semelhanças culturais se elaboram). De mesma forma, é necessário levar em conta o perfil das pessoas e das famílias que cruzam a fronteira; mais especificamente seu lugar de origem, sua etnicidade, sua classe social, seu sexo (gênero) e o estágio do ciclo de sua vida. A existência de redes sociais transfronteiriças está sujeita ao lugar de origem das pessoas que estabelecem essas relações. No lado norte-americano, o lugar de origem está intimamente ligado à etnicidade mexicana e a baixa renda que, por sua vez, caracterizam os transfronteiriços. O sexo (gênero) também influi nesse processo, quando se situam os cruzamentos dentro do marco da reprodução social, na qual as mulheres desempenham um papel chave. Por sua vez, a ótica da reprodução social gera a necessidade de se abordar o ciclo de vida; como já foi dito, parte daqueles que mais cruzam a fronteira são mulheres com filhos, especialmente aquelas sem marido. Notas 1. Os commuters são aqueles que vivem no lado mexicano da linha, mas cruzam a fronteira diariamente para trabalhar nos Estados Unidos. Em Tijuana, por exemplo, sua renda corresponde a um quinto da renda total da cidade. 2. A expressão outro lado pode se referir tanto ao lado norte-americano como ao mexicano, dependendo do qual se está tratando. 3. San Diego está a 50 Km da fronteira México-Estados Unidos. Brownesville, cidade norte-americana, também situa-se na fronteira Estados Unidos-México. 4. A cidade de Tijuana se situa no litoral pacífico e a de Matamoros no litoral do Golfo do México. 5. O pollero é um traficante de migrantes ilegais (sem a documentação exigida por lei), daqueles que não conseguem um visto de entrada do governo dos Estados Unidos. |
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